Tráfego pago
Com mais de uma cadeira, o anúncio vira decisão de capacidade. Veja como dividir a verba por tratamento e medir o retorno de cada cadeira.
Por Divaldo Almeida · Publicado em 16 de outubro de 2026 · Atualizado em 16 de outubro de 2026
Com mais de uma cadeira, o tráfego pago para clínicas odontológicas deixa de ser uma campanha para encher a agenda e vira uma decisão de capacidade: quanta demanda cada cadeira absorve, de qual tratamento e em qual horário. A verba passa a ser dividida por cadeira e por procedimento, e o resultado se mede em horas ocupadas, não em contatos.
Com uma cadeira, qualquer paciente novo ajuda, porque a agenda é pequena e o dono sabe quem entra. Com duas ou mais, o anúncio passa a competir por horários de procedimentos diferentes, com durações e tickets diferentes. A pergunta deixa de ser quantos pacientes chegaram e vira quais cadeiras ficaram ocupadas e com o quê.
Na prática, três coisas mudam quando a clínica passa de uma para várias cadeiras:
Segundo a Ajuda do Google Ads, o leilão que decide qual anúncio aparece considera relevância do anúncio, lance e qualidade da página de destino. Isso importa aqui porque uma página genérica, que fala de tudo, perde relevância para quem busca um tratamento específico. Quem tem várias cadeiras precisa de mais de uma página e mais de uma campanha, cada uma coerente com o tratamento que quer preencher. O guia de Google Ads para dentistas explica a base dessa estrutura.

Não existe número único, e a conta é da clínica. Divida as horas livres de cada cadeira na semana pela duração média do procedimento que você quer vender nelas. O resultado é o número de pacientes que a agenda comporta, e ele limita quanto o anúncio pode trazer sem gerar fila.
Veja um exemplo hipotético, só para ilustrar a conta. Não é dado de cliente.
| Cadeira | Horas livres na semana | Duração do procedimento | Pacientes que cabem |
|---|---|---|---|
| Cadeira 1, clínico geral | 10 horas | 1 hora | 10 |
| Cadeira 2, implante | 12 horas | 2 horas | 6 |
| Cadeira 3, reabilitação | 6 horas | 3 horas | 2 |
Nesse exemplo, a clínica comporta dezoito pacientes na semana, mas apenas dois deles vêm de reabilitação. Se o anúncio trouxer vinte avaliações rápidas, sobram horas livres nas cadeiras de procedimento longo. A conta mostra o que pedir ao anúncio: não mais contatos, e sim os contatos do tratamento que cabe nos horários vazios.
Se quiser ajuda para montar essa conta com os horários reais, faça o diagnóstico da clínica e veja onde a agenda tem folga.
Separe as campanhas por tratamento, não por cadeira, e reserve a verba de cada uma conforme as horas livres que ela precisa preencher. Tratamento longo e de ticket alto, como implante, tende a pedir mais verba por paciente. Procedimento curto, como avaliação, pede volume. Misturar tudo numa campanha esconde qual deles dá retorno.
Uma divisão simples para começar:
O custo do clique varia muito. Como estimativa de mercado, o clique de implante dentário em capitais costuma custar entre R$ 8 e R$ 25, e em cidades do interior entre R$ 3 e R$ 10. Por isso a verba por campanha deve partir da conta de pacientes que a agenda comporta, e não de um valor redondo. O artigo sobre quanto investir em tráfego pago por mês detalha o piso por cidade.
Se a clínica tem mais de uma unidade, vale lembrar que, segundo a Ajuda do Google Ads, a segmentação por local permite limitar a exibição a uma área escolhida. Assim cada unidade anuncia para o raio que consegue atender.
Deixe claro no anúncio e na página qual tratamento a clínica oferece, e mantenha o atendimento do WhatsApp com perguntas de triagem simples. Assim o contato que chega já combina com as cadeiras livres. Quando o anúncio promete tudo, a agenda enche de avaliações curtas e o horário do procedimento longo fica vazio.
A triagem no WhatsApp não precisa soar como interrogatório. O guia de WhatsApp para clínicas mostra como conduzir a conversa até o agendamento.
O anúncio também precisa respeitar o Código de Ética Odontológica, publicado pelo CFO: nada de promessa de resultado clínico, sorteio de tratamento ou sensacionalismo. Com várias campanhas rodando ao mesmo tempo, vale uma revisão de texto antes de cada uma ir ao ar.
Meça por cadeira e por tratamento, do clique até o paciente atendido. Registre quantos contatos viraram agendamento, quantos compareceram e quantas horas da cadeira ficaram preenchidas. Segundo a Ajuda do Google Ads, o acompanhamento de conversões mostra o que acontece depois do clique.
Quatro números dão a visão por cadeira:
O último é o que mais muda a decisão, porque compara campanhas de tratamentos diferentes na mesma régua. Para organizar essa leitura, o artigo sobre os seis indicadores que importam ajuda, e o raio-x da clínica mostra como a clínica aparece na busca antes de aumentar a verba.
Pegue a agenda das próximas duas semanas e marque, cadeira por cadeira, as horas livres. Depois escolha um tratamento para preencher primeiro e confira se a campanha atual aponta para ele. Essa tarefa simples dá a base para decidir verba e tratamento.
Se preferir que a DMA monte essa estrutura com você, veja como funciona em serviços da DMA ou comece pelo diagnóstico da clínica.
Ler resolve metade. A outra metade é execução semanal, com alguém acompanhando o que virou paciente de verdade. É o que a DMA faz.
Falar com um especialistaFunciona com a mesma plataforma, mas a lógica muda. Com várias cadeiras, a campanha precisa ser separada por tratamento e a verba segue as horas livres de cada cadeira. O resultado deixa de ser só contato e passa a ser hora de cadeira preenchida.
Divida as horas livres de cada cadeira na semana pela duração média do procedimento que você quer vender nela. A soma dos resultados é o número de pacientes que a agenda comporta, e ele limita o que o anúncio pode trazer sem gerar fila.
O mais útil é uma campanha por tratamento, não por cadeira. Assim a clínica enxerga qual procedimento dá retorno e ajusta a verba conforme as horas que cada um precisa preencher.
As regras são as mesmas para qualquer porte. O Código de Ética Odontológica, publicado pelo CFO, restringe promessa de resultado clínico, sorteio de tratamento e sensacionalismo. Com várias campanhas, vale revisar o texto de cada uma antes de publicar.
O custo por hora preenchida. Ele divide a verba da campanha pelas horas de cadeira que ela ocupou e permite comparar tratamentos diferentes na mesma régua, junto com o custo por agendamento e a taxa de comparecimento.