Busca local
Como otimizar o Perfil da Empresa no Google da sua clínica: avaliações, fotos, posts e os fatores que decidem quem aparece primeiro no mapa.
A maior parte do paciente que fecha tratamento não clicou em anúncio nenhum. Ele buscou dentista perto de mim no celular e escolheu entre as três clínicas que apareceram no mapa. Esse bloco de três é o pacote local, e ficar de fora dele custa caro sem aparecer em relatório nenhum.
O Google é público sobre o critério e usa três coisas:
Distância você não muda. Relevância e destaque, sim, e é aí que a disputa se decide.
Se a categoria principal está como Clínica genérica em vez de Dentista, você desaparece das buscas que mais importam. É um campo, leva um minuto, e muda o alcance do perfil inteiro.
Categorias secundárias ampliam para buscas por especialidade, como implantodontia e ortodontia. Vale cadastrar as que você realmente atende, não todas as disponíveis.
Cadastrar cada procedimento com nome e descrição ensina o Google a associar sua clínica àquelas buscas. Perfil com dois serviços genéricos concorre em desvantagem com quem tem quinze bem descritos.
Use o nome que o paciente usa, não o nome técnico. As pessoas buscam clareamento muito mais do que o termo clínico correspondente.
Parece detalhe, mas o rótulo Aberto agora muda a decisão de quem está com dor. Horário desatualizado em feriado joga contra você exatamente no momento de maior urgência, que é quando a concorrência está fechada e você poderia ganhar.
Perfil sem foto, ou com foto de banco de imagens, gera desconfiança num serviço que envolve corpo e dor. O que funciona é o real: fachada para a pessoa reconhecer na rua, recepção para ela saber o que esperar, consultório para transmitir higiene, e equipe para dar rosto ao atendimento.
Atualizar de tempos em tempos também sinaliza atividade, que entra no fator destaque.
Avaliação pesa duas vezes: no ranqueamento e na decisão de quem está comparando. Só que odontologia tem restrição de publicidade e o Código de Ética Odontológica limita como pedir.
O que costuma funcionar dentro da regra é pedir de forma neutra, logo depois do atendimento, quando a pessoa está satisfeita. O que não pode: oferecer desconto, brinde ou sorteio em troca, e sugerir o que ela deve escrever.
Responder as avaliações, inclusive as ruins, sinaliza atividade para o Google e maturidade para quem lê. Clínica que responde mal a uma crítica perde mais do que a própria crítica.
Um aviso sobre volume: enxurrada de notas cinco em poucos dias, todas com texto parecido, tende a ser filtrada. Constância vale mais que pico.
Aqui mora a maior confusão. Você buscar sua clínica no seu celular não diz nada, porque o Google personaliza por histórico e por localização exata. Você quase sempre vai se ver bem posicionado.
O que importa é a posição a partir dos bairros onde o seu paciente mora, e ela pode ser completamente diferente. Uma clínica pode ser primeira num raio de 500 metros e desaparecer a 3 quilômetros. Para medir sem achismo, o Raio-X da clínica testa a busca a partir de vários pontos ao redor do seu endereço.
O próprio perfil mostra números que quase ninguém abre, e eles dizem mais que qualquer relatório de alcance:
Essa última lista costuma revelar procedimento que você nem sabia que era procurado na sua região, e vira pauta para campanha e para conteúdo.
Clínica nova, ou em região com concorrência estabelecida, leva meses para subir. Nesse intervalo o anúncio compra presença imediata, e as duas frentes se somam em vez de competir. A estrutura de campanha está no guia de Google Ads para dentistas.
Ler o guia resolve metade. A outra metade é execução semanal, com alguém acompanhando o que virou paciente. É o que a DMA faz.
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