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Como escolher agência de marketing para dentistas sem cair na conversa fácil: contrato, escopo, relatório e o que perguntar antes.
Escolher agência de marketing para dentistas se resolve em três provas antes de assinar. A primeira conversa pergunta sobre agenda, ticket e cadeira ociosa em vez de mostrar portfólio bonito. O contrato traz escopo escrito, cláusula de saída sem multa alta e propriedade das contas de anúncio no nome da clínica. E o relatório fecha do clique até o tratamento pago, não em curtida. Se qualquer uma dessas três provas falha, o contrato costuma virar prejuízo em três a seis meses.
O dono de consultório que já contratou uma agência ruim tem cicatriz no bolso. Perde os primeiros dois meses acreditando que o resultado está por chegar, gasta mais três discutindo por que não chegou, e sai do contrato sem o histórico da conta de anúncio, sem processo interno e com raiva do marketing como um todo. Este texto trata do que fazer antes de assinar, para que a próxima escolha seja a última.
A escolha começa dentro da clínica, não no site da agência. Sem três números básicos anotados, qualquer proposta parece boa e qualquer objeção fica sem defesa:
Uma proposta boa vai perguntar isso antes de falar de plano de mídia. Se a agência não perguntar, entregue os três por conta própria e veja o que ela faz com a informação. O diagnóstico da operação ajuda a arrumar essas três respostas em uma conversa curta, útil especialmente para quem nunca mediu.

Sinais de agência de marketing para dentistas boa aparecem já na primeira reunião. Não é intuição, é padrão que se repete:
| Pergunta ou postura | Boa | Ruim |
|---|---|---|
| O que veio antes do plano de mídia | Perguntas sobre agenda, ticket, fechamento e recepção | Portfólio de posts bonitos e promessa de X leads no mês |
| Como fala de resultado | Fala em faixa e em prazo, usa a palavra depende | Garante número específico já no primeiro mês |
| Como fala do trabalho anterior | Descreve o que aprendeu com o cliente parecido, sem citar nome | Só mostra print de painel com números altos, sem contexto |
| O que pede depois da reunião | Acesso de leitura ao Google Meu Negócio e às contas de anúncio | Manda contrato antes de olhar a operação |
Se em algum momento a agência disser que traz cinquenta pacientes por mês sem saber quantas cadeiras você tem e quanto vale seu ticket, ela está vendendo lead, não paciente. Lead pode chegar, paciente é o que paga o mês. Antes da segunda reunião vale ler o artigo sobre o que uma agência entrega, para ter a régua na cabeça na hora de comparar propostas.
Contrato de marketing tem cinco pontos que resolvem noventa por cento das brigas futuras. Se qualquer um está ausente ou escrito de forma vaga, negocie antes de assinar:
Se o contrato entra em Google Ads e a agência não deixa você acompanhar cada real gasto, o problema é maior do que parece. O guia de Google Ads para dentistas mostra os campos e relatórios que a clínica precisa ter acesso desde o primeiro dia da parceria.
Duas propostas raramente se comparam direto porque o escopo muda. A conta que fecha, no fim, não é o fee mensal, é o custo por paciente novo que a operação vai gerar depois de três a seis meses. Antes de comparar preço, converta cada proposta na mesma unidade:
Faixas de mercado servem de âncora, apresentadas como faixa porque cada cidade e cada especialidade puxam para um lado. O custo por paciente novo em clínica odontológica costuma ficar entre R$ 150 e R$ 600, dependendo de tratamento e concorrência local. Fora dessa faixa, para menos, desconfie da promessa. Para mais, verifique se o ticket sustenta a conta. O artigo sobre quanto investir por mês explica como partir do número de cadeiras ociosas em vez de um percentual solto de faturamento.
Nem toda escolha ruim aparece antes de assinar. Algumas só ficam evidentes depois de três meses. Se você reconhecer três destes ao mesmo tempo, é hora de agendar a conversa difícil:
Antes de trocar, faça o dever de casa: rode o Raio-X da clínica para saber a posição atual do seu consultório no Google, no mapa e diante dos concorrentes da região. Sem esse retrato, é fácil culpar a agência por um problema que também é do site ou da recepção.
Se você está no meio da escolha, monte um documento simples de duas páginas com quatro campos: taxa de fechamento, ticket médio, cadeira ociosa por semana e meta de pacientes novos por mês. Envie esse documento antes da reunião com cada agência que estiver na fila. A que responder com um plano de trabalho aderente aos seus números merece o próximo passo. A que ignorar o documento e voltar com plano padrão, sai da lista.
Se você acabou de sair de uma agência ruim e não quer errar de novo, o acompanhamento da DMA começa por essa conversa, não por proposta de mídia. Escolha bem uma vez e você economiza os doze meses que a maioria dos donos de clínica perde tentando descobrir sozinha qual é a próxima agência que não vai decepcionar.
Ler resolve metade. A outra metade é execução semanal, com alguém acompanhando o que virou paciente de verdade. É o que a DMA faz.
Falar com um especialistaNa primeira conversa ela pergunta sobre agenda, ticket, taxa de fechamento e cadeira ociosa, não sobre likes ou seguidores. Fala em faixa e em prazo, usa a palavra depende e recusa garantir número específico já no primeiro mês. Se a proposta começa por plano de mídia sem essas perguntas, ela está vendendo lead e não paciente.
O serviço básico com gestão de Google Ads e Meta Ads costuma ficar entre R$ 1.500 e R$ 3.500 por mês, sem contar a verba de anúncio. O serviço completo, com produção de conteúdo, gestão do Google Meu Negócio, site e relatório amarrado ao paciente fechado, costuma ficar entre R$ 3.500 e R$ 8.000 por mês. A verba de anúncio entra à parte.
Doze meses de vigência é padrão de mercado. Multa proporcional ao tempo restante também. O que não é aceitável é multa cheia mesmo depois de oito ou nove meses de contrato, porque é sinal de que a agência sabe que o serviço não segura o cliente por mérito próprio. Negocie a cláusula antes de assinar.
Sempre no nome da clínica, com a agência entrando por acesso de gestão. Se o contrato acabar e a conta ficar com a agência, todo o histórico de aprendizado da máquina evapora e o próximo profissional recomeça do zero. É o ponto mais ignorado no início do contrato e o que mais custa caro na saída.
Os primeiros contatos costumam chegar entre a segunda e a quarta semana, mas serve só para saber que a operação está no ar. O resultado que valida a escolha, com custo por paciente dentro da faixa combinada, costuma aparecer entre o terceiro e o sexto mês. Antes disso, o que dá para avaliar é a disciplina de reunião, escopo entregue e transparência do relatório.