Gestão

Quanto uma clínica odontológica deve investir em marketing por mês

Percentual do faturamento não serve para clínica. Veja como calcular a verba partindo da cadeira ociosa e do tratamento que você quer vender.

Cálculo da verba mensal de marketing de uma clínica

A resposta que circula é sempre a mesma: invista de 5 a 10 por cento do faturamento em marketing. É uma regra de bolso importada do varejo e ela não funciona para clínica odontológica.

O problema é simples. Ela ancora a verba no que você já fatura, quando o que você quer é justamente mudar esse número. Clínica com agenda vazia investiria pouco por faturar pouco, e continuaria com agenda vazia.

Comece pela cadeira parada, não pelo faturamento

Cadeira ociosa é prejuízo fixo. O aluguel, a equipe e o equipamento são pagos igual, com paciente ou sem. Então a pergunta certa não é quanto do faturamento você separa, é quantos pacientes faltam para encher a agenda e quanto custa trazer cada um.

Isso muda a lógica: a verba passa a ser consequência de uma meta de ocupação, não uma fatia de algo que já existe.

A conta, em quatro passos

1. Quantos tratamentos você quer fechar por mês

Não é quantos pacientes quer atender, é quantos tratamentos do procedimento que você quer vender quer fechar. Implante, ortodontia e lente têm ticket e ciclo diferentes, e misturar tudo esconde o número.

2. Quanto custa trazer um paciente que fecha

Esse é o número que quase ninguém tem, e é o único que importa. Ele sai da cadeia completa: clique, contato, consulta realizada, tratamento fechado. Cada etapa tem uma perda, e o custo se acumula.

Quem nunca mediu costuma se surpreender, porque o custo por clique parece barato e o custo por tratamento fechado não é. A conta detalhada está no artigo sobre quanto custa anunciar implante.

3. Multiplique e some a margem de aprendizado

Meta de tratamentos vezes custo por tratamento fechado dá a verba base. Some entre 25 e 35 por cento no primeiro mês, porque campanha nova gasta mais caro enquanto acumula dado.

4. Confira se cabe no ticket

Se o custo para trazer um paciente for maior que a margem do tratamento, o problema não é a verba, é a operação. Aí não adianta aumentar investimento, adianta melhorar conversão.

Etapa da contaDe onde sai o número
Meta de tratamentos por mêscadeiras ociosas e capacidade da equipe
Custo por tratamento fechadohistórico dos últimos 90 dias
Verba basemeta multiplicada pelo custo
Margem de aprendizado25 a 35 por cento no primeiro mês

O piso que ninguém comenta

Existe um valor abaixo do qual anunciar não funciona, e não é por preguiça da agência. Com pouquíssimos cliques por dia, a campanha não acumula dado suficiente para o Google entender quem converte, e você fica meses sem saber se a estratégia funciona ou se foi azar.

Verba muito baixa não economiza, ela adia o aprendizado e desperdiça devagar. É mais eficiente concentrar num procedimento só, com verba suficiente, do que espalhar pouco em cinco frentes.

Se a verba disponível está muito abaixo do piso, o caminho é começar pelo que não cobra por clique: posição no mapa e organização do atendimento.

Onde colocar o dinheiro antes de aumentar a verba

Em muitas clínicas a verba atual já seria suficiente se três coisas estivessem resolvidas:

  • Posição no mapa. É tráfego gratuito e de alta intenção. Dá para ver como sua clínica aparece hoje no Raio-X da clínica
  • Tempo de resposta no WhatsApp. Contato que espera horas vira paciente de outro. Sai mais barato responder rápido do que comprar mais contatos
  • Retorno de quem sumiu. Esses já foram pagos e a maior parte nunca é retomada

Aumentar verba com esses três buracos abertos é encher um balde furado. O custo por paciente sobe e a conclusão errada aparece: a de que anúncio não funciona para clínica.

Como saber se a verba está certa depois de começar

Não olhe o gasto, olhe a relação. Duas perguntas por mês resolvem:

  1. O custo por tratamento fechado cabe na margem do procedimento?
  2. A agenda encheu ou ainda sobra cadeira nos horários que importam?

Se a resposta for sim para as duas, a verba está certa e vale testar aumento. Se o custo couber mas a agenda ainda tiver espaço, aumentar é o movimento óbvio. Se o custo não couber, mexer na verba só amplia o problema.

O que fazer na segunda de manhã

Levante três números dos últimos 90 dias, mesmo que aproximados:

  • Quantos contatos entraram, somando WhatsApp e formulário
  • Quantos viraram consulta que aconteceu
  • Quantos viraram tratamento fechado, separado por procedimento

Com esses três você calcula seu custo real por paciente e para de decidir verba por regra de bolso. Se os números não existirem, esse é o primeiro investimento a fazer, e ele é mais barato que qualquer aumento de mídia.

O que a DMA entrega em cada frente está detalhado em serviços, incluindo o rastreamento que liga o clique ao tratamento fechado.

Quer isso rodando na sua clínica?

Ler resolve metade. A outra metade é execução semanal, com alguém acompanhando o que virou paciente de verdade. É o que a DMA faz.

Falar com um especialista