Tráfego pago
Guia direto de Google Ads para clínicas odontológicas: quais campanhas criar, quanto investir, as palavras que convertem e os erros que queimam verba.
Google Ads é o canal que alcança o paciente no momento exato em que ele procura tratamento. Quando alguém digita implante dentário perto de mim, a decisão de tratar já foi tomada. Falta escolher a clínica. Este guia mostra como aparecer nessa hora sem queimar verba.
Existe uma tentação comum: começar por banners porque parecem mais baratos e alcançam mais gente. Para clínica isso quase sempre desperdiça verba, porque banner aparece para quem não está procurando nada.
A campanha de Pesquisa é o oposto. Ela só aparece para quem digitou algo, e você escolhe exatamente quais buscas quer alcançar. É mais cara por clique e muito mais barata por paciente.
Implante, ortodontia e lente de contato têm ticket diferente, prazo de decisão diferente e público diferente. Colocar tudo numa campanha só faz a verba escorrer para o termo mais barato, que raramente é o mais lucrativo.
Separando por procedimento você controla quanto investir em cada tratamento, muda a mensagem para cada perfil e enxerga qual frente realmente enche a cadeira. Se o orçamento é apertado, comece por um só, o de maior ticket, e amplie depois.
Combine três tipos de busca dentro de cada campanha de procedimento:
Evite termos de definição, como o que é implante. Quem busca isso está estudando, não contratando, e o clique custa igual.
Negativa é a palavra que impede seu anúncio de aparecer. É o ajuste de maior retorno no começo, e o mais esquecido depois.
Três grupos aparecem em quase toda conta de odontologia e devem entrar já na primeira semana:
Sem essas negativas, boa parte da verba vai para gente que nunca seria paciente. Reveja a lista toda semana no relatório de termos de busca, porque ela nunca fica pronta.
Verba muito baixa não economiza, ela adia o aprendizado. Com poucos cliques por dia a campanha não acumula dado suficiente para o Google entender quem converte, e você fica meses sem saber se funciona.
A conta que faz sentido parte da meta, não de um percentual do faturamento: quantos tratamentos você quer fechar por mês, multiplicado pelo custo por tratamento fechado, mais uma margem para o período de aprendizado. O detalhamento completo está no artigo sobre quanto custa anunciar implante no Google.
Este é o erro que mais encarece campanha de clínica: mandar todo mundo para a página inicial. Quem buscou implante quer ler sobre implante, e cair numa página que fala de tudo derruba a conversão.
Pior que isso, a página influencia o preço que você paga. O Google cobra menos de quem tem anúncio relevante e página coerente com a busca, através do índice de qualidade. Página lenta ou genérica encarece o clique de forma silenciosa, todo mês.
Impressão e alcance não pagam conta. Clique também não. As três medidas que importam são:
Sem ligar o clique ao tratamento, a otimização vira palpite. É por isso que rastreamento de ponta a ponta não é luxo, é o que permite decidir onde colocar mais verba. Veja como isso funciona em serviços.
Se a sua clínica não aparece no mapa quando alguém busca dentista perto de mim, existe tráfego de alta intenção chegando de graça para os concorrentes. Resolver isso costuma sair mais barato que aumentar verba de mídia.
Dá para ver sua posição real no Raio-X da clínica, e o guia de Google Meu Negócio mostra o que dá para controlar nesse perfil.
Ler o guia resolve metade. A outra metade é execução semanal, com alguém acompanhando o que virou paciente. É o que a DMA faz.
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